segunda-feira, 15 de julho de 2013

ATIVIDADES

 

Boi da cara preta - atividades







Palavras da cantiga para serem usadas no bingo

 

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

POR ONDE COMEÇAR A ENSINAR A LER E A ESCREVER?
“Aprender a ler e a escrever não é um processo natural como o de aprender a falar”.

“Trata-se de uma tarefa complexa, que envolve competências cognitivas, psicolinguísticas, perceptivas, espaço-temporais, grafomotoras e afetivo-emocionais”.


“Para a identificação do princípio alfabético a criança deve reconhecer a relação som-letra e ser capaz de analisar, refletir, sintetizar as unidades que compõem as palavras faladas”.(Tunmer, Pratt, Herriman, 1984).
  

“As crianças de um modo geral recorrem à oralidade para fazer várias hipóteses sobre a escrita, mas usam também a escrita, dinamicamente, para construir uma análise da própria fala”.(Abaurre, 1988, p. 140)


Crianças com dificuldade em consciência fonológica geralmente apresentam atraso na aquisição da leitura e escrita, e procedimentos para desenvolver a consciência fonológica podem ajudar as crianças com dificuldades na escrita a superá-los (Capovilla e Capovilla, 2000).
 

A aquisição da escrita exige que o indivíduo reflita sobre a fala, estabeleça relações entre os sons e sua representação na forma gráfica: A aquisição da escrita está intimamente ligada à consciência fonológica, uma vez que para dominar o código escrito é necessária a reflexão sobre os sons da fala e sua representação na escrita.

AS SUB-HABILIDADES DA CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA SÃO:
 

1. CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS
2. CONSCIÊNCIA SILÁBICA
3. RIMAS E ALITERAÇÕES
4. CONSCIÊNCIA FONÊMICA

1. CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS


Também chamada de consciência sintática, representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa sequência que dê sentido. Esta habilidade tem influência mais precisa na produção de textos e não no processo inicial de aquisição de escrita. Ela permite focalizar as palavras e sua posição na frase. Além disso, ordenar corretamente uma oração ouvida com as palavras desordenadas também é uma capacidade que depende desta habilidade.
 

EXEMPLOS:


ATIVIDADE 1 - POEMA
 

Leia a Poema.

CORUJICE
A  CARA  CORUJA
NÃO  ENCARA
A  CARA  DO  SOL,
MAS  À  NOITE
FICA  BEM  NA  SUA
CARA  A  CARA
COM  A  LUA.

a) Colorir os espaços entre as palavras.
b)Reescreva a frase: 

MASANOITEFICABEMNASUACARAACARACOMALUA

_______________________________________________________

d) Risque na poesia a palavra CORUJA.
e) Pinte o numero que mostra quantas vezes a palavra CARA aparece na poesia.

3         5          4
f) Circule todas as palavras que começam com a letra C
g) Escreva no quadro outras palavras que comecem com a letra C
 CONSCIÊNCIA SILÁBICA
Consiste na capacidade de segmentar as palavras em sílabas. Esta habilidade depende da capacidade de realizar análise e síntese vocabular.
São atividades como contar o número de sílabas, dizer qual é a sílaba inicial, medial ou final de uma determinada palavra e também contar, segmentar, unir, adicionar, suprimir, substituir e transpor uma sílaba da palavra formando um novo vocábulo.
 RIMAS E ALITERAÇÕES
A rima representa a correspondência fonêmica entre duas palavras a partir da vogal da sílaba tônica. As rimas podem ser:
  • da palavra – igualdade entre os sons desde a vogal ou ditongo tônico até o último som:  SAPATINHO - PASSARINHO  
  • da sílaba – formada por palavras que terminam com o mesmo som. BALÃO – MÃO
  • sonora, ou seja, as palavras rimam, pois o som em que terminam é igual, independente da forma ortográfica. OSSO e PESCOÇO
  •  
  • ALITERAÇÕES
    Realiza-se por meio de sons semelhantes, não de letras. De modo que a aliteração consiste na repetição de consoantes ou de sílabas – especialmente as sílabas tônicas – em duas (ou mais) palavras, dentro do mesmo verso, estrofe, ou numa frase. Geralmente, a repetição dos sons consonantais é feita no início e no interior de palavras, ou, então, em sílabas iniciais:
    • Chegamos de uma terra feia, fria, fétida, fútil.
    • “Toda gente homenageia Januária na janela.” (Chico Buarque)
    • “Auriverde pendão de minha terra que a brisa do Brasil beija e balança.”(Castro Alves)
  • Os gêneros trava-línguas são um bom exemplo de utilização da aliteração, pois repetem, no decorrer da frase, várias vezes o mesmo fonema. Também encontramos aliterações em poemas. Geralmente, os poetas utilizam a aliteração para sugerir ruídos da natureza.
  •  
  • CONSCIÊNCIA FONÊMICA
    Consiste na capacidade de analisar os fonemas que compõem a palavra. Tal capacidade, a mais refinada da consciência fonológica, é também a última a ser adquirida pela criança.
    Atividades como dizer quais ou quantos fonemas formam uma palavra; descobrir qual a palavra está sendo dita por outra pessoa unindo os fonemas por ela emitidos; formar novas palavras subtraindo o fonema inicial da palavra (por exemplo, excluindo o fonema [k] da palavra CASA, forma-se a palavra ASA), são exemplos em que se utiliza a consciência fonêmica.

  • Os segmentos sonoros não possuem significados em si mesmos, mas permitem diferenciar uma unidade linguística significativa (semantema) de outra.
    PALAVRA                   FONEMA
    FACA                         \f\ \a\ \k\ \a\
    VACA                         \v\ \a\ \k\ \a\

O desafio de ensinar a ler: Atividades que possibilitam a aquisição da leitura

Leitura de Letras
1.   Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.
Leitura de Palavras:
1.   Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.
2.   Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.
3.   Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e  D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.
4.   Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.
5.     Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.
Leitura de frases:
1.   Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.
Leitura de Texto:
1.     Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.
2.     Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.

 Fonte: apaixonadosporletramento.blogspot.com.br

atividades: niveis de aprendizagem

Atividades por níveis de aprendizagem

Atividades para alunos com escrita alfabetica
Investir em conversas e debates diários.
Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação.
Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem.
Produção coletiva de diversos tipos de textos.
Análise lingüística das palavras.
Reescrita de texto (individual / coletiva).
Revisão de texto.
Atividades de escrita: complete, forca, enigma, stop, cruzadinha, lacunado, caça palavra, listas, textos memorizados.
Atividades para alunos com escrita silábica-alfabética 

Ordenar frases do texto;
Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras do texto;
Dividir palavras em sílabas;
Formar palavras a partir de sílabas;
Ligar palavras ao número de sílabas;
Produção de textos, ditados, listas
Atividades para alunos com escrita silábica

Fazer listas e ditados variados (de alfabetizandos/as ausentes e/ou presentes, de livros de histórias, de ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto, etc.).
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Ditado de palavras do texto.
Análise oral e escrita do número de sílaba, sílaba inicial e final das palavras do texto.
Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;
Escrever palavras dado a letra inicial;
Ligar desenho a primeira letra da palavra;
Usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas,bingos, caça-palavras, etc.);
Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas, diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.
Produção de textos, ditados, listas.
Atividades para alunos com escrita pré-silábica

Iniciar pelos nomes dos/as alfabetizandos escritos em crachás, listados no quadro e/ou em cartazes.
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
Organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo;
Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;
Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).
Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos/as alfabetizandos/ as: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas).
Classificar os nomes pelo número de letras, pela letra inicial ou final.
Copiar palavras inteiras;
Contar número de letra ou palavra de uma frase;
Pintar intervalos entre as palavras;
Completar letras que faltam de uma palavra;
Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;
Circular ou marcar letra inicial ou final;
Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra chave.
Produção de textos, ditados, listas.

Fonte:
professoressolidarios@googlegroups.com

ATIVIDADES LETRAMENTO

Cartaz



Cantiga para ser explorada com os alunos




Tiras para montar o quebra-cabeça da cantiga




Palavras para montar o quebra-cabeça da cantiga

























Fonte: cantinhopreferidodamah.blogspot.com.br


 

  Quem bebeu o xixi da vaca amarela?

FONTE: http://diadiaemsaladeaula.blogspot.com.br/ 


VACA AMARELA
FEZ XIXI NA GAMELA
CABRITO MEXEU, MEXEU
QUEM RIR PRIMEIRO
BEBEU O XIXI DELA


Na semana que passou, continuamos a trabalhar com o texto Vaca Amarela, de Sérgio Capparelli. As crianças estão gostando muito e é sempre muito divertido para todos nós. 

Em nossa escola, no Vale do Cuiabá, temos um jardineiro, o Silvio. Todos nós sabemos, inclusive as crianças, que ele é muito prestativo: tudo o que a gente pede ele dá um jeitinho de conseguir. Sendo assim, falei para as crianças, como estamos na zona rural, que eu havia pedido ao Silvio para conseguir um pouco de xixi de vaca, mas que, provavelmente, seria muito difícil de conseguir. Todas as  crianças riram e fizeram vários comentários.

Como já havíamos trabalhado com a primeira parte do texto, a segunda já estava bem mais fácil para ler, adequando o falado ao escrito. Fizemos uma primeira leitura para lembrar o texto anterior e verificar o que mudou. Assim, onde era COCÔ, passou a ser XIXI, PANELA virou GAMELA, FALAR passou a ser RIR e COMEU virou BEBEU.  Novas oportunidades para trabalhar o mesmo texto com variações.   Certamente quando chegarmos à última parte eles terão elementos suficientes para escrever o texto sozinhos!

Pensamos e refletimos sobre as variações: onde apareceram as novas palavras, quais as substituíram, e  o que permaneceu igual.  Isso é bom para que verifiquem a permanência da escrita: VACA será sempre escrita da mesma forma.  Outras questões também foram repensadas: a duplicação das sílabas em cocô e xixi. Mudança apenas de algumas letras para formar palavras diferentes: panela, gamela.

Como foi uma vantagem transgredir a regra na primeira fase, afinal o cocô era de chocolate, muitas crianças quiseram rir. Todo mundo achava graça e ria bastante! O que seria o xixi da vaca?

Após várias rodadas da brincadeira, identificamos a primeira risonha! Monique, minha auxiliar (Que chique!), foi buscar o xixi da vaca, mas pediu ao Silvio que o levasse. Foi ótimo, pois deu mais veracidade a nossa brincadeira. Quando as crianças o viram foi um verdadeiro “Deus nos acuda!”
Lunanda, a risonha, não queria mais experimentar o xixi, mas todos achavam que ela deveria, pois foi a primeira a rir. Ela resolveu experimentar: “Bom!” Todas as outras crianças, mesmo sem saber o que era, queriam beber... Até que o segredo foi revelado: Guaraná natural... Hum, delícia!

Pintando palavras significativas no texto:
Ordenando os versos e lendo:


FONTE: http://diadiaemsaladeaula.blogspot.com.br/

 

Quem comeu o cocô da vaca amarela?




VACA AMARELA 
FEZ COCÔ NA PANELA 
CABRITO MEXEU, MEXEU
QUEM FALAR PRIMEIRO
COMEU O COCÔ DELA.


Sérgio Capparelli, em Boi da cara preta








Propus ao grupo do primeiro ano a brincadeira da Vaca Amarela. Cada criança foi falando como conhecia. Apareceram algumas variações, mas todas elas em torno do cocô da vaca! Li a versão completa de Sérgio Capparelli e propus que brincássemos com a primeira parte. Todos quiseram participar. 



Inusitado foi quando falei que tínhamos o cocô da vaca! Emanuel ficou tão preocupado que nem se deu conta que o cocô era de chocolate! Utilizei o Bis que vem numa embalagem parecida com um copo. Sabe qual? Pois é, foi perfeito! Todas as crianças quiseram ser solidários com os "falantes", ajudando-os a comerem! Enquanto brincavam... Que chato... Decoraram a parlenda!

 Identificando palavras na primeira parte da parlenda:



Ordenando versos da parlenda:

Oportunidade para identificar os versos através de alguma palavra já conhecida, por uma letra ou até mesmo pelo tamanho do verso... 
Oportunidade também para conferir, através do texto original e da própria leitura, se todos os versos estão ordenados corretamente.





Ordenando palavras para formar a parlenda:

Oportunidade para pensar na letra inicial. E quando duas começam com a mesma letra, como PANELA E PRIMEIRO o jeito é pensar na letra que termina ou alguma outra letra que a identifique: "Panela tem L!"


Usando letras móveis...


Organizei trios para a execução desta tarefa. Tive a preocupação de agrupá-los por hipóteses aproximadas de escrita. Durante a atividade fui passando pelos grupos e intervindo. "MA... M com?" Um responde M, outro, ao mesmo tempo, responde A. Fica a questão: Pode ser as duas...  Tem sempre alguém que responde...


Como eles já tinham entrado em contato várias vezes com o texto identificando palavras e lendo com o dedo para ajustar o falado ao escrito, algumas palavras, como QUEM e PRIMEIRO, apesar de mais "difíceis", já sabiam que uma começava com Q e que a outra tinha um R para fazer PRI. Além disso, já tínhamos conversado e analisado fonologicamente o texto. 




Atividades de Alfabetização 










Fases da Escrita 
A alfabetização é um processo no qual o indivíduo assimila o aprendizado e a sua utilização como código de comunicação. Esse processo não deve ser resumido apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas do ato de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar e produzir conhecimento. Emília Ferreiro procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança. São elas:

Fase de garatuja: Como o próprio nome diz, a criança risca o papel sem ter um sentido próprio, ou ainda faz desenhos para representar a escrita.
PRÉ-SILÁBICO: É quando a criança começa a usar qualquer letra (às vezes números), para escrever a palavra. O importante desta fase, é que ela percebeu a função da letra. Geralmente repete muito a letra A (pois é a primeira que aprende), ou usa as letras do seu nome trocando a ordem.
Ex: Para escrever GATO: RIAMA

SILÁBICO SEM VALOR SONORO: É quando a criança coloca a quantidade de letras conforme as sílabas da palavra, não se importando com o som. O mais importante nesta fase é observar o modo como a criança lê o que acabou de escrever.
Ex: Para escrever GATO: MA (leitura: deve mostar com o dedo, apontando o M como GA e para o A dizendo TO)
Para escrever JANELA: RMI (leitura:aponta para o R dizendo JA, para o M dizendo NE e para o I dizendo LA).

SILÁBICO COM VALOR SONORO: É quando a criança começa a perceber que cada letra tem um som, então elas as usa de maneira proposital.
Ex: GATO: GO;
JANELA: JNA;
CASA: KZ;
BORBOLETA: BOLT
Normalmente nesta fase a criança tem certeza do que escreve e lê. Ela lê silabicamente como no silábico sem valor sonoro.

SILÁBICO ALFABÉTICO: É quando ela consegue começar a entender que necessita de duas ou mais letras para formar o som correto da sílaba em questão, mas não usa em todas.
Ex: GATO: HTO;
JANELA: JNELA;
CASA: KZA;
BORBOLETA: BOBOLTA

ALFABÉTICO: É quando a criança já sabe escrever e ler, mas ainda tem pequenos erros ortográficos.
Ex: E por I;
G por J;
C por K;
S por Z;
CH por X etc.
Ex: CAZA, XAPÉU, BUNECA...


ATIVIDADES QUE NÃO PODEM FALTAR NA ALFABETIZAÇÃO
A APRENDIZADEM DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS DO SISTEMA ALFABÉTICO: POR QUE É IMPORTANTE SISTEMATIZAR O ENSINO?
1. ATIVIDADES DE FAMILIARIZAÇÃO COM AS LETRAS
Objetivo: Refletir sobre as práticas sociais de uso dos textos escritos, através da visualização de textos diversos (ambiente alfabetizador).
Atividades que buscam propiciar o acesso a vários textos:
·         Leituras diárias em sala de aula;
·         Aulas-passeio com exploração de textos no meio da rua (placas, cartazes, planfletos);
·         Exploração de rótulos de embalagens.
- Bingo de letras em fichas de palavras (fichas com os nomes dos alunos ou com títulos de músicas ou outras palavras importantes para o grupo).
Escrita de palavras e textos (individual e coletiva) cotidianamente.
Colagem de textos em murais que foram trabalhados em sala de aula (listas, músicas, provérbios).
Confecção de quadro de letras, para afixar na parede ou guardar num local de fácil acesso e deixar como fonte de informações.
2. ATIVIDADES QUE OBJETIVAM A CONSTRUÇÃO DE PALAVRAS ESTÁVEIS
Objetivo: Aprender um conjunto de palavras que possam servir de fontes de informações para a escrita de outras palavras.
Atividades de escrita do próprio nome (com abecedário, com silabário, no papel).
Produção e exploração de fichas de chamada.
Bingos com os nomes dos alunos da sala.
Palavras cruzadas com os nomes dos alunos.
Formação do próprio nome a partir das letras embalharadas em um envelope.
Bingo de rótulos.
Quebra-cabeças de palavras “estáveis”.
3. ATIVIDADES QUE DESTACAM ANÁLISE FONOLÓGICA
Objetivo: Perceber as relações entre a escrita e a pauta sonora, a relação alfabética e não silábica e estabelecer as relações grafofônicas.
- Leitura/cantoria de textos com rimas e aliterações.
Jogos de rima (desafios).
Jogos fonológicos orais.
Jogos fonológicos com figuras.
Reconhecimento de palavras que comecem, terminem ou tenham partes com sons similares.
Produção de textos coletivos rimados (poemas).
4. ATIVIDADES DE COMPOSIÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DE PALAVRAS
Objetivo: Favorecer as reflexões acerca de que as palavras são formadas por segmentos menores (sílabas / fonemas) e que tais segmentos são utilizados para a produção de novas palavras.
- Análise – síntese de palavras em grande grupo.
Palavra mágica (composição de palavras com as letras de uma outra palavra macarrão: cama, maca, carrão...).
Contagem de sílabas e letras nas palavras.
Exercício de comutação (substituição de letras dentro de palavras para composição de outras palavras).
Atividades de formar palavras com silabários e abecedários.
Dominós.
Quebra-cabeças.
Jogos de ordenar pedaços de palavras (quebra-cabeças de sílabas).
5. ATIVIDADES DE COMPARAÇÃO ENTRE PALAVRAS QUANTO AO NÚMERO DE LETRAS OU ÀS LETRAS UTILIZADAS
Objetivo: Perceber as regularidades da língua, e compreender os princípios do sistema.
- Escrita de palavras que iniciam, terminam ou tenham pedaços similares.
Busca de similaridades (quadro com palavras para que encontrem as similaridades).
Busca de diferenças entre palavras apresentadas em pares (cota / conta; pata / pasta).
6. ATIVIDADES DE “TENTATIVAS DE RECONHECIMENTO DE PALAVRAS” ATRAVÉS DO DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE USO DE PISTAS PARA LEITURA
Objetivo: Criar conflitos entre as hipóteses que os alunos / as têm sobre a escrita e a escrita convencional propriamente dita.
Leitura de textos memorizados (canções, parlendas, provérbios, trava-línguas).
Jogos de montagem de textos memorizados (palavras embaralhadas).
Montagem de história em quadrinhos (texto lido em outro dia).
Bingo de palavras.
Ditado cantado (encontrar a palavra indicada pelo professor quando parou de cantar uma música que estava sendo acompanhada pelos alunos no texto escrito).
Caçada de palavras (encontrar a palavra ditada em uma lista de palavras).
Busca de informações em jornais.
7. ESCRITA DE PALAVRAS E DE TEXTOS (QUE SE SABE DE MEMÓRIA OU DITADOS)
Objetivo: Descobrir as relações entre escrita e som (quantas e quais letras utilizar para escrever).
- Ditado de palavras e pequenos textos pelo professor (ou de um aluno para outro).
Ditado mudo (com acompanhamento do professor, passando entre os alunos).
Escrita de textos que os alunos sabem de memória (provérbios, letras de músicas, títulos de livros, filmes, listas).
Escrita de palavras em jogos de grupos (adedanha).
8. ATIVIDADES DE SISTEMATIZAÇÃO DAS CORRESPONDÊNCIAS GRAFOFÔNICAS
Objetivo: Compreender a lógica do sistema e, simultaneamente, estabelecer as correspondências entre as letras e os fonemas por elas representados.
Pesquisa de palavras com a letra “X” ou com a sílaba “X”.
Brincadeira de adedanha (“Animal, fruta, pessoa...”), com sorteio das letras iniciais ou com composição de quadro com todas as letras.
Baralho de ordenar palavras alfabeticamente.
Escrita de dicionários temáticos.
Produção de listas de palavras (textos enumerativos – materiais necessários para uma atividade, produtos que gostariam de comprar, profissões, brincadeiras, músicas).
Ditado temático, com fichas (figuras em um envelope) para correção ou com trocas entre os alunos para correção.
Lacunas em palavras (completar partes que faltam em palavras).
Palavras cruzadas.
9. ATIVIDADES DE REFLEXÃO DURANTE PRODUÇÃO E LEITURA DE TEXTOS
Objetivo: Refletir sobre o sistema de escrita na perspectiva de letramento.
- Leitura e produção de textos diversos (contos, poemas, músicas, crônicas etc).
Recontos orais e escritos.
Bibliografia: LEAL, Telma Ferraz. A aprendizagem dos princípios básicos do sistema alfabético: por que é importante sistematizar o ensino? Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
 

 

  A TEORIA NA PRÁTICA: USO DE TEXTOS NA ALFABETIZAÇÃO
TRABALHANDO COM TEXTOS NA ALFABETIZAÇAO

Inicialmente, é fundamental trabalhar com textos conhecidos de memória pelos/as alfabetizandos/as, pois, assim como nós, eles/as podem fazer antecipações e inferências, desde o inicio da aprendizagem de leitura.

São eles: quadrinhas, parlendas, trava-línguas, adivinhas,cantigas de roda, poesias. O trabalho pedagógico com tais textos favorece o estabelecimento decorrespondência entre o falado e o escrito. 

As adivinhas, as cantigas de roda, as parlendas, as quadrinhas e os trava-línguas são antigas manifestações da cultura popular, universalmente conhecidas e mantidas vivas através datradição oral. São textos que pertencem a uma longa tradição de uso da linguagem para cantar,recitar e brincar. A maioria deles é de domínio público, ou seja, não se sabe quem os inventou:foram simplesmente passados de boca a boca, das pessoas mais velhas para as pessoas mais novas (Projeto Nordeste (Escola ativa).

Dar visibilidade a esses textos na sala de aula favorece a valorização e a apreciação da cultura popular, assim como o estabelecimento de um vínculo prazeroso com a leitura e a escrita. Os textos,pertencentes à tradição oral e dos quais os/as alfabetizandos/as conhecem de memória, possibilitam o avanço nas hipóteses a respeito da língua escrita . O primeiro passo para envolvê-los/as ativamente na leitura, mesmo que eles/as ainda não a dominem,é escolher um texto adequado aos interesses do grupo. Veja algumas sugestões de exploração dos textos:

 Exemplos de atividades pedagógica: 

•Escrever o texto em uma folha grande de papel em letra de fôrma maiúscula (caixa alta).
•Explorar o título e levantar hipóteses do tema gera
•Ler o texto completo em voz alta.
•Estimular os/as alfabetizandos/as a contar o que compreenderam.
•Identificar o gênero, suas características e funções, bem como o portador textual, título, o autor, personagens, a intenção do texto, dentre outros aspectos.
•Ler o texto, apontando palavra por palavra, para que eles/as acompanhem.
•Chamar a tensão para a direção do texto, os limites gráficos das frases e os espaços entre as palavras.
•Propor a leitura: silenciosa e compartilhada, individual ou coletiva.
•Ler e reler textos que as crianças conhecem de memória.

É importante salientar que nas atividades de leitura, os/as alfabetizandos/as precisam analisar todos os indicadores disponíveis para descobrir o significado do escrito e poder realizar a leitura de duas formas: 

 1) Pelo ajuste da leitura do texto, que conhece de cor, aos segmentos escritos. Os textos mais  adequados a esta situação são: Quadrinhas, parlendas, trava-línguas, adivinhas, cantigas de roda, poemas.

2) Pela combinação de estratégias de antecipação (apartir de informações obtidas no contexto, por meio de pistas) com índices providos pelo próprio texto, em especial os relacionados à correspondência fonográfica. Os textos mais adequa dos a esta situação são: 

Embalagens comerciais, anúncios e folhetos de propaganda. Tais textos fazem suposições de sentido a partir do conteúdo, da imagem, ou foto, do conhecimento da marca ou do logotipo, isto é, de qualquer elemento do texto ou do seu entorno que permita aos alfabetizandos/as imaginar o que poderia estar ai escrito. 

O planejamento de situações de leitura para crianças que estão se alfabetizando deve considerar as seguintes questões:

1. É possível ler, quando ainda não se sabe ler convencionalmente.
 2. Ler (diferentes textos, em distintas circunstâncias de comunicação) é um bom problema a ser resolvido.
 3. Quando o/a alfabetizando/a ainda não sabe decodificar completamente o texto impresso e precisa descobrir o que está escrito, sua tendência é buscar adivinhar o que não consegue decifrar, recorrendo ao contexto nos quais os escritos estão inseridos, bem como às letras iniciais, finais ou intermediárias das palavras.
4. Os/as alfabetizandos/as devem ser tratados como leitores plenos: é preciso evitar colocá-los em posição de decifradores, ou de “sonorizadores” de textos. 
 5 . É fundamental planejar, desde o início do processo de aprendizagem da leitura, atividades que tenham a maior similaridade possível com as práticas sociais de leitura. 
 6. Deve-se dar oportunidade às crianças de interagir com uma grande variedade de textos impressos, de escritos sociais. 
 7. Apresentar os textos no contexto em que eles/as efetivamente aparecem favorece a coordenação necessária, em todo ato de leitura, entre a escrita e o contexto. 
 8. É preciso propor atividades ao mesmo tempo possíveis e difíceis, que permitam refletir sobre a escrita convencional: atividades em que os alunos ponham em jogo o que sabem, para aprender oque ainda não sabem. 
 9. É importante não trabalhar com as palavras isoladamente, mas como meio para que a criança, com sua atenção focalizada em uma unidade pequena do texto, possa refletir sobre as características da escrita.
10. Deve-se favorecer a cooperação entre os/as alfabetizandos/as, de tal modo que eles/as possam socializar as informações que já têm, confrontar e pôr à prova suas diferentes estratégias de leitura.

 No que se refere à escrita de textos, é fundamental que eles/as tenham muitas oportunidades de fazê-la, mesmo antes de saber grafar corretamente as palavras: quanto mais fizer isso mais aprenderá sobre o funcionamento da escrita. A oportunidade de escrever quando ainda não sabe permite que as crianças confrontem hipóteses sobre a escrita e pensem em como ela se organiza, o que representa, para que serve. 
É preciso considerá-las escritoras plenas, capazes de produzir textos diversos dirigidos a destinatários reais e orientados para cumprir propósitos característicos da escrita – informar, registrar, persuadir, documentar –, evitando colocá-los na posição de meros copistas de textos irrelevantes, em situações em que a cópia não responde a nenhum propósito identificável.
 

ALFABETIZANDO COM MUSICA

Sequencia didática elaborada por Christine e Rogério. Eles organizaram 10 passos para o professor traballhar a alfabetização com alunos do 2º e 3º ano do Ciclo de Alfabetização utilizando música.

Para os professores que ainda tem dificuldades na alfabetização de seus alunos essa é uma excelente sugestão para um trabalho lúdico e estimulante.

Notem que não é a quantidade de material que garante a alfabetização e o letramento de seus alunos, mas sim a qualidade do trabalho que é feito.

Siga o passo a passo e não deixe de registrar o resultado de seu trabalho para que sirva de experiência para outros professores e bom trabalho!
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Alfabetizando Com Música

Público- Alvo: alunos do 2º. e 3º. ano do Ciclo de Alfabetização.
 
Objetivo: Mostrar como a música pode criar possibilidades para a alfabetização e o letramento.
A CASA
Vinicius de Moraes 
Composição: Vinicius de Moraes

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos numero zero.

1º Passo – Perguntar para as crianças se elas já ouviram está música e se conhecem quem escreveu;
Obs: Fazer uma leitura sucinta e objetiva da biografia do compositor.

2º Passo - Escrever a letra da música em um cartaz e cantar com as crianças mostrando a letra até que elas se familiarizarem com as palavras principalmente, se existirem alunos não alfabetizados; pois, eles necessitarão aprender a música de cor para poderem realizar as atividades propostas, caso, contrário, os mesmos não conseguirão fazer mais nada; 

Obs: A letra da música deverá ser registrada no caderno como uma sugestão de para casa, devendo ser preservado sua formatação e estrutura textual. Explicar aos alunos a que gênero pertence o texto: gênero música. O cartaz deverá ser afixado na sala, como mais um componente do ambiente alfabetizador.

3º. Passo – A professora fará uma leitura bem expressiva do texto. Os alunos poderão acompanha - lá no cartaz, ou melhor, ainda, no texto que já foi copiado no caderno, fará comentários sobre o assunto, do tipo: do que ela fala? Discutirá bastante com eles sobre esta casa que é bem diferente das casas que eles conhecem, perguntará sobre as palavras desconhecidas e tentará juntamente com eles buscar o significado das palavras no contexto.
 
4º Passo – Após realização do trabalho do item anterior, a professora irá propor a busca das palavras que não foram esclarecidas com sua intervenção no dicionário, fazendo os direcionamentos para a busca pelas crianças; como intervenção a professora pode dizer: vamos procurar a palavra... ela está na página ...., dependendo da turma a professora pode ainda situar em qual coluna está a palavra a ser procurada e ainda se esta no meio, embaixo ou mais acima da coluna.

5º Passo – O professor pedirá aos alunos que procurem na letra das músicas as palavras que rimam e faça uma marca nas terminações que se combinam, podendo ser sugerido de maneira oral que os alunos digam outras que se assemelhem e as registrem no caderno;
 
6º Passo – Colorir as palavras selecionadas da seguinte forma: a primeira sílaba com a cor amarela, a do meio com a cor verde e a última com a cor azul. Depois de marcadas pelas respectivas cores, pedir aos alunos que registrem as palavras no caderno, uma debaixo da outra e que façam um círculo com vermelho na palavra que contém o maior número de letras e um quadrado de cor laranja na palavra que contém o menor número de letras;

7º Passo - Colocar em ordem alfabética as palavras do 5º item e classifcá- las conforme o número de sílabas. Se os alunos já conhecem a terminologia da classificação de sílabas poderão fazê-lo, caso contrário, deverão apenas contar as sílabas e registrar na frente de cada palavra a quantidade das mesmas;

8º Passo – Formar frases com as palavras do item anterior. Se a criança ainda não está alfabetizada a professora escreverá no quadro as palavras de forma desordenada e auxiliará na formação das frases. Após, esse trabalho pedir para que as crianças as reescrevam;

Obs: Manter a sala com os alunos em pequenos grupos para facilitar a intervenção e orientação da professora.

9º Passo – Pedir aos alunos para fazerem uma ilustração de uma casa muito engraçada e uma de sua casa. A professora pedirá para a criança fazer uma comparação entre a “Casa muito Engraçada” e a sua casa. Perguntando: Qual é a diferença entra as duas casas? O que elas têm de parecido? Etc. A professora ouvirá a opinião das crianças.

10º Passo – Após a reflexão do item anterior se a criança já está alfabetizada ela criará uma pequena história após ter refletido sobre está “Casa muito Engraçada” e a sua casa. E as crianças que ainda não são alfabetizadas podem trabalhar o texto da música fatiado, para que a criança possa ordená-lo.
Obs: Pode ser sugerida a confecção de um texto coletivo.

Biografia do Autor
Vinicius de Moraes , nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913 e faleceu em 09 de julho de 1980. Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos.  Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música.
 
Na verdade, Vinícius de Moraes não foi músico, muito menos cantor. Por causa de suas parcerias com tais músicos e cantores, que musicaram seus poemas, é comum tomá-lo por músico, conhecidas as várias canções de sua autoria. O detalhe importante é que Vinícius não era um compositor, só letrista.
 

Autores: Christine Tavares Cordeiro e Rogério Augusto dos Santos

 

 

PRÁTICA DE ESCRITA: PRODUÇÃO DE TEXTOS 

As expectativas de aprendizagem da1ªsérie em relação à produção de texto demandam que você desenvolva um conjunto de atividades nas quais os alunos possam escrever textos que já sabiam de cor, produzir textos oralmente tendo você por escriba, participar de situações coletivas de produção de textos, entre outras.
Alunos alfabéticos, outros nem tanto
Ao longo do 1º ano, é imporatnte considerar o maior ou menor domínio dos alunos com relação à escrita alfabética e planejar seu trabalho com base nessa diversidade. Sabe-se que podemos nos deparar com alunos de diferentes graus de conhecimento do sistema de escrita e para isso é fundamental planejar atividades que atendam às diversas necessidades da turma e contemplem objetivos de aprendizagem distintos. Porém também é fundamental incentivar o intercâmbio entre alunos não-alfabéticos e os alfabéticos, pois assim, o processo de aprendizagem de ambos poderá beneficiar-se com essa troca de experiências.
Algumas orientações didáticas relacionadas à escrita:
Vamos detalhar, as expectativas relacionadas à aprendizagem da escrita e, assim, apresentar, o que deve ser feito em sala de aula:
  • Desenvolver atividades de leitura e de escrita que permitam aos alunos aprender os nomes das letras do alfabeto, a ordem alfabética, a diferença entre  a escrita e outras formas gráficas e convenções da escrita (orientação do alinhamento, por exemplo);
  • Apresentar o alfabeto completo, desde o início do ano, e organizar atividades de escrita em que os alunos façam uso de letras móveis;
  • Planejar situações em que os alunos tenham necessidade de fazer uso da ordem alfabética, considerando algumas de suas aplicações sociais. (uma lista telefônica);
  • Propor atividades de reflexão sobre o sistema silábico a partir da escrita de nomes próprios, rótulos de produtos conhecidos e de outros materiais afixados nas paredes (murais) da sala, tais como: listas, calendários, cantigas, títulos de histórias, de forma que os alunos consigam, guiados pelo contexto, antecipar aquilo que está escrito e refletir sobre as partes do escrito ( quais letras, quantas  e em que ordem aparecem);
  • Planejar situações em que os alunos sejam solicitados a escrever textos cuja forma não saibam de memória, pois isso permite que você descubra as idéias que orientam suas escritas e, assim planeje boas intervenções e agrupamentos produtivos. (silábico + alfabético);
É inerente ao processo de alfabetização que, simultaneamente à aprendizagem da escrita, os alunos aprendam a linguagem que se escreve. É no momento em que você atua como escritor e revisor de textos, na presença dos alunos, que lhes comunica os comportamentos escritores tão determinantes para aprendizagem da linguagem que se usa para escrever. Embora separados aqui didaticamente, esses dois conteúdos devem estar contemplados no planejamento, de forma complementar e simultânea, como nas situações abaixo:

  • Propor atividades de leitura para os alunos que não sabem ler convencionalmente, oferecendo-lhes textos conhecidos de memória, como parlendas, advinhas, quadrinhas, canções, de maneira que a tarefa deles seja descobrir o que está escrito em diferentes trechos do texto, solicitando o ajuste do falado ao que está escrito e o uso do conhecimento que possuem sobre o sistema de escrita.
  • Participar de situações de escrita nas quais os alunos possam, num primeiro momento, utilizar a letra bastão e, assim, construir um modelo regular de representação gráfica do alfabeto. Proporcionar-lhes também contato, por meio da leitura, com textos escritos em letras de estilos variados, inclusive com letras minúsculas.
  • Propor situações nas quais os alunos tenham de elaborar oralmente textos cujo registro escrito será realizado por você com o objetivo de auxiliá-los a entender fatos e construir conceitos, procedimentos, valores e atitudes relacionados ao ato de escrever.
  • Planejar situações de produção de textos individuais, coletivas ou em grupos para que os alunos aprendam a planejar, escrever e rever conforme as intenções do texto e do destinatário.
  • Propor momentos em que os alunos se sintam capazes de elaborar várias versões de um mesmo texto para melhorá-lo e, assim, compreender a revisão como parte do processo de produção.
  • Participar de análises de textos impressos (utilizados como referência ou modelo) para conhecer e apreciar a linguagem usada para escrever.
  • Participar de situações de escrita e revisão de textos para que possam aprender e se preocupar com a qualidade de suas produções escritas, no que se refere tanto aos aspectos textuais como à apresentação gráfica;
  • Planejar propostas de produção de textos (coletivas,em duplas ou em grupos) definindo previamente quem são os leitores, o propósito e o gênero, de acordo com a situação comunicativa;
  • Planejar situações que levem aos alunos a aprender alguns procedimentos de escrita, tais como: prever o conteúdo de um texto antes de escrevê-lo, redigir rascunhos, revisar e cuidar da apresentação do texto, sempre com sua ajuda;
  • Desenvolver Projetos Didáticos ou Sequências Didáticas nas quais os alunos produzam textos com diferentes propósitose, assim, revisem distintas versões até considerarem o texto bem escrito, cuidando da apresentação final, sempre com a sua ajuda;
  • Desenvolver atividades de revisão de textos (coletivas,individuais em duplas ou em grupos) em que os alunos se coloquem na perspectiva do leitor do texto para melhorá-lo (modificar, substituir partes do texto), sempre com sua ajuda;
  • Programar atividades de análise de textos bem elaborados de autores reconhecidos para que os alunos consigam, com sua ajuda, observar e apreciar como autores mais experientes escrevem (como descrevem um personagem, como resolvem os diálogos, evitam repetições, fazem uso da letra maiúscula, da pontuação...);
  • Propor atividades de escrita (coletiva, em duplas ou grupos) nas quais os alunos tenham de discutir entre si sobre a escrita de algumas palavras (os nomes da turma, os títulos de histórias conhecidas etc.) e, assim, compartilhar suas dúvidas e decidir sobre a escrita dessas palavras, sempre com sua ajuda.
Fonte: Guia de Planejamento de orientações Didáticas - Professor Alfabetizador - 2º ano - Vol.1

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